Sujeito taciturno.

- Se te julgas tão inteligente, por que tens medo de encarar tuas verdades?

É um temor imensurável, quase palpável. Não raro, não fraco. Implacável.
Medo de realidade.
Como falar de tristeza sem ser piegas? Banal, comum? Sem excentricidades, apenas mais um tristeza, no meio de tantas outras, mais uma alma solitária nesta imensa solidão comunitária. Não digna de bitafe, prosa ou poesia. Menções e canções. Cheia de rodeios, logrosa, irretorquível. Tristeza de alma, refletida no corpo, no olhar.
-Estar e ser são condições muito diferentes. 

De fato, para mim é impossível ser feliz ou triste. Estar é diferente, estar é sentir.
Mas esta melancolia que trago no peito não é vaga, ou doce - mas profunda, com sulcos que me invadem, me tomam, me tornam - amargo.

 - Deixes de ser tão taciturno, e não fujas do assunto. Não quero saber de tuas pseudotristezas.
Quero tuas verdades nuas.
Escancaradas.

Não tenho medo de encará-las. Coragem não me falta.
Me falta é argumento.

2 personagens:

Roberto Borati disse...

mergulhe, mergulhe, fala valer.


obrigado sempre pelas palavras...sim, a intenção é perder o fôlego...hahahaha

beijos!

Diegσ Junior disse...

Ser triste, feliz ou verdadeiro, qual a melhor opção para levar uma vida livre, sem barreiras?

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