Chorume.

Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?

Não era como a outras.
Definitivamente não.
Crescia vistosa, apetitosa.
Olhares, não raros, pairavam sobre sua suculência.
Neste momento final,
só restava a recordação dos olhos sujos sobre si.
A latência foi excessiva, o tempo de maturação, excedido.
A casca não mais esconde, a fruta apodreceu.
Enfim a colheita.
E o descarte.
Ela já não serve mais.

2 personagens:

Gaúcho disse...

Tudo tem seu tempo, não? Uma espécie de prazo de validade para o "consumo" adequado. Passou, vira adubo.

Abraços do Gaúcho.

Roberto Borati disse...

tudo é tão familiar, né?


não foi no lançamento...hum.

olha, obrigado sempre pelas visitas, comentários e tudo mais!

beijos.

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