Não é mais segredo.

Não era segredo que gostava de escrever e que suas personagens eram partes fragmentadas de sua personalidade instável. Todas apresentavam aqueles aspectos comuns: tristeza, solidão e a ânsia pela tão desejada liberdade.
Ela sempre sabia o que suas personas deveriam fazer, encontrava soluções, opções, vias de fácil escape, tentando incansavelmente descobrir maneiras de escrever seu próprio futuro, afinal.
Sonhava com o amor, embora o negasse até o fim, buscava-o e ao encontrá-lo, por medo, desfazia os laços. Manteve-se assim, emocionalmente promíscua, durante muito tempo, tempo demais. Aproximações por parte dela tinham sempre interesses momentâneos... Supria suas carências afetivas com breves momentos desfrutados ao lado de estranhos, sentia-se superior por não se deixar apegar, não estabelecer vínculos.
Mas toda boa história merece um porém. Ela era madura e autossuficiente, mas se apaixonou. Era intocável, indomável e agora dobrava-se ao amor.
De onde vem tanto amor? De onde quer que tenha vindo, é agora bem-vindo.
Libertador, abjugou-a da solidão, desatrelou a tristeza costumeira, e ao prendê-la, o que ela espera ser para sempre, fê-la provar o doce e desejado gosto de liberdade.


"Acho que no fundo ela sabia.   
Ela, era eu."

2 personagens:

Roberto Borati disse...

gostei disso vindo do seu lado aí, heim.


obrigado pela visita sempre!

beijo.

Gaúcho disse...

A nossa vida é um castelo de cartas. Até o dia que chega o amor e joga tudo pra cima.

O amor é um anarquista.

Abraços do Gaúcho

Postar um comentário