Sonata para Piano nº11.

Acompanhado apenas por Mozart, imaginando-se num filme mudo percorria o caminho de volta para casa com o andar cambaleante e caretas eutrapélicas, direcionadas as personagens de sua mente. Pensava no que lhe fora cobrado e ensaiava em sua cabeça textos românticos, felizes. Não conseguia pôr as ideias em ordem. Pensava na aliança que usava no anelar direito. Eis sua inspiração!
Não há neste mundo, símbolo mais significativo ao amor que uma aliança, um laço eterno, infindo. Sem começo ou fim, como a nossa história que, antes de ser, já era! Os sonhos de construirmos juntos uma família, sermos um só para toda a vida são parte de um destino pré-formatado onde somos autores e protagonistas de nossa bela, e acidental, história de amor.
Infelizmente, ao chegar em casa, esqueceu-se de tudo que pensara no caminho, finalizou-se a sonata e caiu, já inconsciente aos pés da cama.

3 personagens:

Roberto Borati disse...

sonatas sempre tem esse final.

gostei, gostei.

beijos, dona rafaella das palavras que são boas de ler.

João N. Guimarães disse...

belo.

Paju Monteiro disse...

Lindo! Que saudade minha Rafaela!

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