A vida é uma peça sem coxia.

Dedicado a alguém cujas palavras me encantam.

Abrem-se as cortinas, entra em cena o Arlequim.
A entreter as mentes vazias.
Preencher-se do ócio que emana da platéia vil.
Busca em meios aos rostos embaçados.
Uma face com lábios rubros.
Precisa entregar-se, livrar-se deste coração maltrapilho.
Desfazer-se das perpicazes fugas de insetos e realidade.
Fim de espetáculo.
O Arlequim saca um punhal,
desfere contra si um golpe certeiro.
Entrega sua essência ao público desafeiçoado.
Desfaz-se em cena.
Chega de atuação!

2 personagens:

Pedro Dantas disse...

Sacar um punhal e desferir um golpe certeiro contra si, este ato é do Pierrot. Mas tratou como Arlequim. Você desprezou a plateia, então era realmente o Arlequim.
Tratastes Arlequim e Pierrot como um só.
Chega de atuação, haha. Você tem uns "insights" cabulosos, este post me assustou com o conteúdo.

Volpe. disse...

Não nos dizem ser parte Baco, parte Apolo? E por que não ser Arlequim e Pierrot em uma só embalagem?

E não te assustes.
Não ainda.

haha.

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